Entretenimento Portifólio — 05/03/2011
19/11/2011 – Ópera – Satyagraha

O compositor americano Philip Glass definiu Satyagraha como uma obra que trata de política, violência e não-violência. A ópera relata os primeiros anos de Gandhi na África do Sul e, ao longo de três atos, reforça o conceito de resistência pacífica difundido pelo indiano que inspirou ativistas em todo o mundo.

Nesta coprodução do Met e da Ópera Nacional Inglesa, os diretores Phelim McDermott e o cenógrafo Julian Crouch utilizam elementos visuais marcantes, como os bonecos gigantes feitos de papel-jornal, pedaços de tecido e fibra de vidro, para criar um rico universo teatral a partir de materiais aparentemente banais. A maioria dos cenários é feita de metal retorcido.

“Nossa intenção foi utilizar materiais comuns, talvez até associados à pobreza, e transformá-los em algo bonito”, explica Julian Crouch. Folhas de jornal cobrem o palco e são repetidamente utilizadas como elemento visual ao longo da produção. Para o diretor Phelim McDermott , apesar de trivial, o jornal pode se transformar em algo mágico no palco. “Atitudes simples, quando praticadas com empenho, podem ser poderosas ferramentas”, acrescenta ele, referindo-se também à trajetória de Gandhi.

O tenor Richard Croft teve que perder cinco quilos e raspar o cabelo para encarnar Gandhi. O elenco inclui ainda a soprano australiana Rachelle Durkin, o barítono americano Kim Josephson e o baixo-barítono Alfred Walker. Dante Anzolini comanda a orquestra.

Mais informações no site da Mobz.

 

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Manoel Rocha

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